Michelle Wendling
Quem eu sou, afinal? Alguém nascida de dois, divida por dois Alguém cujo maior pecado é ser quem é Alguém que trilha um caminho pararelo para encontrar sua própria história Alguém que foge de si mesma para saber da onde veio Alguém que olha pra trás e vê muito pouco de si; que olha para frente e vê menos ainda Dói, mas esta sou eu, com os 50% que restam. Os outros 50 que se danem! Mesmo assim, tenho certeza da felicidade. De tudo isso, uma única certeza: caminho para frente. Sempre. **** Meu horóscopo de hoje. Adorei! Este trânsito possibilita que o indivíduo faça o que sempre teve vontade. Como o seu estilo de vida não lhe interessa mais, você está em busca de reforma interna e externa. Tudo o que o está incomodando poderá ser mudado. Nada de ficar escondendo a irritação por ter de fazer as mesmas coisas da mesma maneira. A partir de agora, nada será como antes. Você conseguirá realizar esta transformação, afinal, o que prevalece é o que você quer! Mudar pode ser arriscado, mas, para alguém que tem energia de sobra para essa tarefa, nada é impossível - só um pouco trabalhoso. As pessoas é que podem não gostar dessa sua necessidade de mudança, mas quem o conhece já sabe: você não dá a mínima para opiniões que sejam diferentes das suas.
Michelle Wendling
Esses tempos li numa dessas colunas sobre astrologia (heheheh, adoro!) que o ano de 2009 era o encerramento de um ciclo de sete anos. Por isso, seria um ano bastante agitado para a maioria das pessoas, com mudanças profundas. Parando para pensar nos meus últimos sete anos, realmente este ano parace finalizar uma era. De lá para cá, tive a sorte de ter muitas realizações pessoais e profissionais durante um longo tempo. Mas, como tudo o que é bom, um dia acaba. Chegou aquele momento em que parece que tudo parou, que a vida ficou estagnada, monótona. Tenho facilidade de me entediar com as coisas, então este processo se tornou ainda mais penoso. Sou movida a novidades, a planos e sonhos mirabolantes, e 2008 foi um ano muito chato. Acho que o foi o primeiro ano que terminou com essa estranha sensação de que nem deveria ter começado. Por outro lado, essa monotonia toda me fez parar para pensar no que eu era de verdade, sobre o que eu queria da vida e o que me preenchia. Percebi que as coisas estava todas erradas, ou quase todas, que eu jamais seria aquilo que eu me esforçava para ser, e que na tentativa de agradar gregos e troianos eu não agradava ninguém, muito menos a mim. Parecia que eu estava presa numa vida que não me bastava. Então, era preciso mudar. Neste processo de descobertas e mudança, embolou o meio de campo. Fica difícil a gente indentificar o que é preciso mudar quando aparentemente tudo está fora do lugar. Mas, de tanto pensar sobre tudo, absolutamente tudo, parece que o cérebro cansou e deu um tempo. No meio do silêncio surgem algumas respostas e um pouco de paz. Talvez ali eu tenha realmente me descoberto. Enfim, quando 2009 começou, achei que seria um ano tão chato quanto o anterior. Essa falta de motivação me martirizou por meses, e a sensação de que nada fazia sentido foi o pior sentimento que poderia ter. Mas enfim, aos poucos, as coisas se ajeitam, né!? Mudei absolutamente tudo sem mudar absolutamente nada, hahahahah! Isto tudo está sendo uma libertação!! No fundo, para mudar a vida, não é necessariamente preciso mudar as coisas de lugar. Basta enxergar o mundo de outra forma para que ele responda de forma diferente também. Minha terapeuta sempre diz que a teoria da ação e reação é certeira. E é mesmo... Pequenas mudanças estão gerando grandes transformações, não apenas em mim, mas em todos a minha volta. Viver é incrível, não? Que se inicie o próximo ciclo dos sete anos então!!!!
Michelle Wendling
Tem coisas que surgem à nossa frente como se fossem feitas sob medida pra gente, mas são mero acaso... Isso me impressiona muito, e hoje foi o que aconteceu. Entrei no blog de um ex-colega de pós que é artista plástico, para dar uma olha num trabalho bem bacana que ele fez, e lá tinha um texto de um conhecido dele falando de como a gente está sempre se despedindo de alguma coisa, de coisas ou pessoas que talvez nunca mais vamos ver. Isso sempre vem à minha cabeça, pois sofro com estes pequenos "adeus" que a vida nos impõe. Pois bem, logo abaixo deste post tinha um outro, no qual o colega falava de como estava sendo a vida em Vancouver. Nooooossa, eu amo esta cidade! Tenho quase uma relação nostálgica com ela, lembro de cada detalhe dos quase 30 dias que passei naquela terra geloada e nem cogito a hipótese de nunca mais voltar lá. Aliás, este foi um compromisso que assumi ao ir embora: voltar, um dia. Essa saudade do que passou, e do que nem faz tanto tempo assim, as vezes me corrói. Vivo como se já tivesse 80 anos, como se tudo fosse um passado meramente de lembranças, tão distante... Mas me reconforta perceber que a vida é isso, pra todo mundo, e que há uma vida inteira para desfrutar. Como diz minha terapeuta, "a vida é movimento". O fardo de viver o desapego é grande demais para uma taurina típica, mas estou aprendendo! :-) Abaixo, o texto que me inspirou: **** Até breve. Existem pessoas que você nunca mais vai ver. Existem lugares em que você nunca mais vai estar. Por mais que volte a ver ou estar, jamais será da mesma maneira. E é inevitável: o tempo sempre vai se encarregar de transformar a saudade em mera lembrança. Mas quando você deixa um pouco de si, vivendo intensamente o agora, inconscientemente vai levá-lo consigo. É como se cada lugar ou pessoa que fez diferença em sua vida, deixasse um registro, uma fotografia de seu brilho natural - nem sempre visível, mas sempre presente. Basta que você consiga percebê-lo, e com o tempo, terá um álbum de estrelas. Allan Castro
Michelle Wendling
Música dos últimos dias... If I told you things I did before Told you how I used to be Would you go along with someone like me? If you knew my story word for word Had all of my history Would you go along with someone like me? did before and had my share It didn't lead nowhere I would go along with someone like you It doesn't matter what you did Who you were hanging with We could stick around and see this night through And we don't care about the young folks Talkin' 'bout the young style And we don't care about the old folks Talkin' 'bout the old style too Talkin' 'bout our own style All we care 'bout is talking Talking only me and you
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Michelle Wendling
As vezes, a gente muda. Não sabe explicar exatamente por que ou como, mas as nossas vontades, interesses e planos resolvem mudar de rumo e seguir por outras estradinha.
Tenho sentido muito esta reviravolta interna que está tomando conta de quase tudo na minha vida... algumas são sofridas, confesso, outras eu sei que precisam acontecer mas não tenho autonomia para efetivá-las. Mas uma delas foi talvez a maior descoberta dos últimos tempos.
Apesar de todo o sacrifício e dedicação que preciso empenhar nisso, faço com um prazer enorme. Penso apenas no fim para tornar os meios um caminho agradável. Sorte que encontrei pessoas que compartilham deste sonho e estão comigo em um momento onde não sei ao certo qual é o meu lugar real neste mundo de tantas opções.
Michelle Wendling
"Não te irrites, por mais que te fizerem... Estuda, a frio, o coração alheio. Farás, assim, do mal que eles te querem, Teu mais amável e sutil recreio..." Mario Quintana
Michelle Wendling

Têm pessoas com vocação para pagar mico. Eu sou uma delas. Não é brincadeira, não. Eu atraio toda e qualquer tipo de situação constrangedora, embaraçosa, além de ser estabanada, atrapalhada e o Murphy viver grudado na sola do meu sapato. A questão é que tudo, do básico da micagem ao supra-sumo do impossível, acontece comigo. Só comigo. O TÁXI Em viagem a São Paulo, colecionei uma dúzia destas situações para a minha coleção, da qual não me orgulho nenhum um pouco, embora as vezes pareça engraçado. Bom, para começar, tenho sérios problemas com táxi. Sim, a maioria das pessoas entra, diz o endereço e em algum tempo chega ao seu destino. Comigo, a história é mais longa. Na primeira vez, pedi para ir a Casa Cor. Lógico que o taxista não tinha ideia do que se tratava, mas se informou com um colega e disse que era no Jóquei. Beleza, let’s go! Juro que vi uma plaquinha escrito “Joquéi à esquerda”, mas o motorista virou à direita. Lá pelas tantas, viu que não sabia onde estava (e o maldito taxímetro rodando que era uma beleza). Voltas e voltas depois, o Marcelo “sugeriu” que ele perguntasse a... um taxista. Dito e feito, a pobre da vítima era muda!!!! E ficou lá, gesticulando segundo intermináveis até que alguém veio socorrer! Ok, tem mais uma. Pedimos a outro taxista para ir ao Ibiapuera. O veinho estava faceiro que só, pois aquela era a última viagem dele com aquele carro, com o qual ele teve “muita sorte”. Minutos depois, após longa discussão sobre “sorte” e “superstição”, o automóvel apagou no meio da rua. Com a maior cara-de-pau, ele disse que tinha faltado gasolina!!!! Afff... só sei que andei uns três quilômetros na banguela, a dois por hora naquela avenida caótica da metrópole! Pior foi quando ele parou no posto e pediu 5 pilas de álcool!!! Ui, queria virar uma dalit naquele momento, e ser apenas a poeirinha do pé do Brahma! Ok, devidamente abastecido, continuamos a viagem até o final. Quando saímos do carro, percebi que algo tinha ficado para trás. Era o veio e o carro da sorte, que pelo visto estava com algum problema a mais além da falta de gasolina! Depois de uns 10 minutos, espiei entre as frondosas árvores do parque, e ele continuava no meio da rua! :-S O CONSULADO Outra boa é a minha saga no Consulado. Eitaaaaaaaa pessoa com problemas motores como eu! Naquela pressão de “TENHA A FOTO EM MÃOS, TENHA OS FORMULÁRIO I-157 E A-129 EM MÃOS, PREENCHA TODAS AS LACUNAS ANTES DE PEGAR A SENHA”, tentei deixar tudo organizado, “em mãos” e por ordem. Pronto, foi a mulher pedir a foto que ela já caiu no chão, junto com um dos formulários, e virou uma zona!!! Tentei ser rápida e pegar outra foto no envelope, e a mulher já fazendo “mó” cara de manga pra mim. Ahhh, vai se catar! Eu tenho problemas, e ponto! Decidi catar meus papeizinhos só na hora em que pedissem, e tudo fluiu bem de resto! A CANETA Mas a pior de todas foi a caneta! Lógico que não lembrei de levar caneta ao Consulado, e precisei preencher à mão várias coisas na hora! Por sorte, procurei no buraco negro que é minha bolsa e achei uma. Na hora, um grande alívio, mas logo fiquei em pânico. A caneta estava completamente “envolta” em uma massa esverdeada, com alguns pedacinhos de papel branco e azul. Era o resquício do que, um dia, havia sido um Trident. O fato é que a Caneta estava uma caca, um nojo, mas enfim, escrevia. Toda mocoziada, perdi meu privilegiado lugar em frente ao painel eletrônico das senhas para me esconder enquanto preenchia um envelope. Não adiantou. A Lei de Murphy pegou geral, e todo mundo resolveu pedir ajuda a pessoinha aqui. Primeiro veio um analfabeto, pedindo para eu preencher o envelope para ele! Ok, tive que fingir que não estava vendo a nojeira da caneta enquanto preenchia os dados na frente do cara. Mas tudo bem, ele ficou eternamente agradecido. Depois, uma menina do meu lado PEDIU A CANETA EMPRESTADA!!!! Afff, eu não tinha o que fazer, ela viu eu escrevendo, não tinha como negar! Daí, não teve jeito, tive que avisá-la, em alto e bom som, que havia chiclete na caneta... :-(