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Michelle Wendling
Dormi mal para caramba esta noite, com caraminholas na cabeça. E quando o sol raiou, estava querendo fazer as pazes com o travesseiro. Matei a academia e levantei depois das 8, atrasada, mal humorada e com cara de derrotada o suficiente para ter certeza de que o dia ainda promete! Para ter uma idéia, meu humor hoje chegou facilmente a picos de 8 pontos na escala Richter (considerando que 9 pontos podem causar um Tsunami...). Affffffffff... Indo para Eldorado city, um pentelho de sinaleira resolve “limpar” meu vidro. Posso afirmar veementemente que ele ESTAVA limpo antes da figurinha aparecer. Com essa carinha de “moça legal” que eu tenho, é lógico que o piá não deu nem bola para a minha tentativa de dizer “Não, Obrigada”, e lá foi ele com aquele pano encardido há mais de década lambuzar meu pára-brisa. “Ok”, pensei. “Sou altruísta o suficiente para não dar importância o fato. Fica aí perdendo o teu tempo por que não vai rolar moedinha não, guri”. Foi o que fiz, convicta que sou! Liguei o FODA-SE e parti quando a sinaleira abriu, mas antes tive que ligar o limpador de pára-brisa, pois depois da “boa ação” do moleque, meu grau de miopia aumentou vertiginosamente. Enfim, cheguei ao fantástico mundo de Michael com aquela cara de sono e poucos amigos. Tinha uma encomenda para mim na recepção. Fui buscar. A sorte é que o colega de SP avisou o que tinha dentro da caixa, porque naquela montoeira de papel picado (neurose do japa com medo de quebrar um troféu de cobre maciço), eu parecia criança na piscina de bolinhas catando a Barbie perdida. Mas o que me interessava mesmo não era o tal troféu ganho pelo cliente (mais um para juntar pó na recepção), mas sim o presentinho que a chefinha trouxe da Tailândia!
Que fofo! Obrigada”, respondi em um email com a educação que a minha mami me deu. Mas não foi suficiente: tive que passar o óleo de peroba na cara e perguntar para que servia a “lembrancinha” (veja foto ao lado). Afinal, um potinho do tamanho de uma moeda de 1 real, com uma meleca verde dentro e com o maior cheirão de Gelol, não devia ser o que estava parecendo. No alto da minha finesse, continuei no email: “O potinho com cheirinho de menta seria um brilho labial?” Já dizia a música Eduardo e Mônica, “ela estudava alemão (leia-se Tailandês, neste caso), e eu ainda nas aulinhas de inglês”. Sim, a pessoa manda um presente pra lá de esquisito, em uma língua que eu nem sabia que existia, e ainda tenho que advinhar para que serve. Mas a resposta não demorou a chegar: “Meninas, antes que vocês façam uso errado, o potinho contém um balm milagroso, segundo os habitantes locais. Ele serve para picadas, alergias, espinhas, ou seja, é o bombril dos cremes.”. Ahhhhhhhhhhhh bom! Agora saquei, não era Gelol, era Minâncora!
:-)
Michelle Wendling
Mais um filho que nasce! Este deeeeeeeeeu trabalho, mas ficou show! É nessas horas que tenho certeza de que vale a pena estar aqui...