Michelle Wendling
Tem coisas que surgem à nossa frente como se fossem feitas sob medida pra gente, mas são mero acaso... Isso me impressiona muito, e hoje foi o que aconteceu.
Entrei no blog de um ex-colega de pós que é artista plástico, para dar uma olha num trabalho bem bacana que ele fez, e lá tinha um texto de um conhecido dele falando de como a gente está sempre se despedindo de alguma coisa, de coisas ou pessoas que talvez nunca mais vamos ver. Isso sempre vem à minha cabeça, pois sofro com estes pequenos "adeus" que a vida nos impõe. Pois bem, logo abaixo deste post tinha um outro, no qual o colega falava de como estava sendo a vida em Vancouver. Nooooossa, eu amo esta cidade! Tenho quase uma relação nostálgica com ela, lembro de cada detalhe dos quase 30 dias que passei naquela terra geloada e nem cogito a hipótese de nunca mais voltar lá. Aliás, este foi um compromisso que assumi ao ir embora: voltar, um dia.
Essa saudade do que passou, e do que nem faz tanto tempo assim, as vezes me corrói. Vivo como se já tivesse 80 anos, como se tudo fosse um passado meramente de lembranças, tão distante... Mas me reconforta perceber que a vida é isso, pra todo mundo, e que há uma vida inteira para desfrutar. Como diz minha terapeuta, "a vida é movimento".
O fardo de viver o desapego é grande demais para uma taurina típica, mas estou aprendendo! :-)
Abaixo, o texto que me inspirou:
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Até breve.
Existem pessoas que você nunca mais vai ver. Existem lugares em que você nunca mais vai estar. Por mais que volte a ver ou estar, jamais será da mesma maneira. E é inevitável: o tempo sempre vai se encarregar de transformar a saudade em mera lembrança. Mas quando você deixa um pouco de si, vivendo intensamente o agora, inconscientemente vai levá-lo consigo. É como se cada lugar ou pessoa que fez diferença em sua vida, deixasse um registro, uma fotografia de seu brilho natural - nem sempre visível, mas sempre presente. Basta que você consiga percebê-lo, e com o tempo, terá um álbum de estrelas.
Allan Castro
Michelle Wendling
As vezes, a gente muda. Não sabe explicar exatamente por que ou como, mas as nossas vontades, interesses e planos resolvem mudar de rumo e seguir por outras estradinha.
Tenho sentido muito esta reviravolta interna que está tomando conta de quase tudo na minha vida... algumas são sofridas, confesso, outras eu sei que precisam acontecer mas não tenho autonomia para efetivá-las. Mas uma delas foi talvez a maior descoberta dos últimos tempos.
Apesar de todo o sacrifício e dedicação que preciso empenhar nisso, faço com um prazer enorme. Penso apenas no fim para tornar os meios um caminho agradável. Sorte que encontrei pessoas que compartilham deste sonho e estão comigo em um momento onde não sei ao certo qual é o meu lugar real neste mundo de tantas opções.
Michelle Wendling
Putz, acabei de ler o último post da Carlinha e lembrei que preciso escrever sobre o assunto também. Na verdade, eu vi o filme Divã - baseado no texto da Martha Medeiros - este domingo, e saí da sala com a idéia de escrever sobre o assunto.
Como uma baita mulherzinha que sou, demorei uma meia hora para estancar as lágrimas depois da sessão. O filme é simples, óbvio e recheado de atores globais que estão todos os dias na tela, mas a mensagem é direta, cortante... para todos nós. Mostra que não existe muito certo e errado no que se sente e que a vida não é um roteiro pronto. Um dia é uma coisa, e no outro, outra. Simples assim, sem muita lógica ou explicação. Quase cruel...Por outro lado, instiga a reflexão sobre o "pensar na própria vida". Eu, de tanto pensar na minha e perceber que não posso controlar tudo o que sinto, já fiquei doidinha. E, sim, estou fazendo a tal terapia.
Cheguei na primeira sessão há pouco mais de seis meses com a sensação de não teria coragem de falar sobre meus sentimentos à psicóloga, assim como a personagem da Lilia Cabral. Puro engano, deixei a mulher quase louca em menos de 1 hora. E, ao contrário do que a maioria pensa, a terapeuta não dá conselhos, não diz que você está certa ou errada e, pior, ela não diz que os outros estão errados ao lidar com você. Nem mesmo coloca a culpa da sua dor na infãncia reprimida ou na mãe. Quem diz isso tudo é você. Algumas das passagens do filme mostram bem essa relação entre paciente e psicólogo. A mulher entra na sala e, ela mesma, faz a perguntas e as responde. O terapeuta aparece apenas de costas, sem rosto, sem história, sem sentimentos. Ele não se envolve. É apenas uma ferramenta que te obriga a percorrer o próprio caminho. Confesso que, meio ano depois de começar a frequentar a terapia, pouco do que eu conclui pode ser entendido como uma grande novidade para mim. Estava tudo lá, mas estava tudo embolado, fora de lugar, sem sentido. Basicamente, comecei a organizar as emoções e perceber que o meu maior medo vinha de mim mesma, não dos outros. Você aprende a assumir certos pensamentos, mesmo os que não são os mais nobres, e a não temê-los. Aprende só a lidar com eles. Parece pouco, mas faz toda a diferença.
É uma espécie de "hora da verdade" com você mesmo. Talvez um dos raros momentos em que você olha nos olhos de alguém e fala exatamente o que quer falar, o que pensa, o que sente... com a certeza de que ninguém se magoou, se ofendeu ou reagiu de forma negativa. É simplesmente um alívio para quem vive num mundo de papéis incorporados que nos engessam em nossa própria realidade.
Michelle Wendling
"27º outuno....e em breve mais uma primavera! Fazer aniversário é assim mesmo....perdemos um pouco de nós, do nosso tempo...que vai passando...e ganhamos novos ramos, folhas..e a beleza das flores..."
Um grande amigo me disse isso hoje. É bem isso.
Minha crise dos 30 chegaram antes e sei que um grande ciclo da minha vida se encerrou aos 26. É difícil perceber que o mundo ensolarado em que eu vivi todos estes anos morreu dentro de mim.
As folhas secaram e caíram, ficaram monocromáticas.
Enfim, a vida adulta bateu à porta e eu deixei ela entrar.
Mas estou feliz!!! E pronta para curtir as delícias das próximas estações...
Michelle Wendling
Cansei de ser boazinha...
Definitivamente, a questão não é o dinheiro. Mas que o título deste livro é uma sentença verdadeira, é! Mas tudo bem, um dia eu vou aprender.
Se eu enriquecer, já sabem! É porque terei aprendido a lição...
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Perplexa... É a palavra que melhor define minha reação a ver que tem pessoas que SÓ apostam na mentira para resolver as coisas. Colocam lágrimas em olhos secos com a cara de pau de quem realmente vive a sua própria mentira... Minha satisfação é saber, que no fundinho, todos sabem, inclusive ela... HAHAHAHAHA (risadinha maligna)
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'Cause you can't come back
Once you're lying in the broken glass
And I hope, you get to hear me say
Who gets the last laugh now?
(Lies!) Living in a fantasy
(Lies!) Don't even know reality
(Lies!) When you start talking, I start walking (Lies! Lies! Lies!)
Don't even wanna know the truth
(Lies!) The devil has his eye on you, girl
When you start talking, I start walking (Lies! Lies! Lies!)
Michelle Wendling
"Deixamos pra depois uma conversa amiga
Que fosse para o bem, que fosse uma saída
Deixamos pra depois a troca de carinho
Deixamos que a rotina fosse nosso caminho
Deixamos pra depois a busca de abrigo
Deixamos de nos ver fazendo algum sentido
Amanhã ou depois, tanto faz se depois
For nunca mais... nunca mais..."
SE... Se... se...
Tudo sempre poderia ser diferente SE...
Tudo pode ser diferente SE VOCÊ quiser que seja.
Amiga querida, vai lá e faz... A vida possibilita inúmeros caminhos. Mas o melhor deles é o que a gente constrói... não o que apenas nos resta.
"... Quero não ter nenhuma condescendência com o tédio, não ser forçada a aceitá-lo na minha rotina como um inquilino inevitável. A cada manhã, exijo ao menos a expectativa de uma surpresa, quer ela aconteça ou não. Expectativa, por si só, já é um entusiasmo.
Quero que o fato de ter uma vida prática e sensata não me roube o direito ao desatino. Que eu nunca aceite a idéia de que a maturidade exige um certo conformismo. Que eu não tenha medo nem vergonha de ainda desejar.
Queria não me sentir tão responsável sobre o que acontece ao meu redor. Compreender e aceitar que não tenho controle nenhum sobre as emoções dos outros, sobre suas escolhas, sobre as coisas que dão errado e também sobre as que dão certo. Me permitir ser um pouco insignificante. E na minha insignificância, poder acordar um dia mais tarde sem dar explicação, conversar com estranhos, me divertir fazendo coisas que nunca imaginei, deixar de ser tão misteriosa pra mim mesma, me conectar com as minhas outras possibilidades de existir. O que eu quero mais? Me escutar e obedecer o meu lado mais transgressor, menos comportadinho, menos refém de reuniões familiares, marido, filhos, bolos de aniversário e despertadores na segunda-feira de manhã. E também quero mais tempo livre. E mais abraços." Martha Medeiros
Michelle Wendling
Viver é escolher a cada dia em que brinquedo radical vamos andar. Adorooooooo!!!!
Diálogo com amiga que terminou um noivado há 20 dias do casamento:
Eu: “Guria, a tua vida é uma montanha russa. Quando eu acho que terminou de vez, aparece de casamento marcado. Quando acho que vai casar, anuncia que mudou de idéia!”.
Ela: “Pois é. Minha vida é uma montanha-russa. E eu estou muito feliz.”
Conclusão: lutar pelo que se acredita até o último minuto, mas sem perder a coragem para admitir quando o fim chegou... A vista do topo da montanha-russa é linda!!!!