Michelle Wendling
MEU CORAÇÃO NÃO SE CANSA
DE TER ESPERANÇA
DE UM DIA SER TUDO O QUE QUER
MEU CORAÇÃO DE CRIANÇA
NÃO É SÓ A LEMBRANÇA
DE UM VULTO FELIZ DE MULHER
QUE PASSOU POR MEUS SONHOS
SEM DIZER ADEUS
E FEZ DOS OLHOS MEUS
UM CHORAR MAIS SEM FIM
MEU CORAÇÃO VAGABUNDO QUER GUARDAR O MUNDO EM MIM
MEU CORAÇÃO VAGABUNDO QUER GUARDAR O MUNDO EM MIM
Caetano Veloso
Michelle Wendling
Queria acreditar que a delicadeza, o respeito e a boa educação prevalecem, que no fundo é bom relevar certas coisas, ter paciência e ser compreensiva. Queria acreditar que tudo isso vale a pena, que no fim a recompensa sempre vem...
Não, ela não vem, é o que os dias têm me mostrado. A vida de novela, onde o vilão sempre morre ou enlouquece sozinho, só existe na televisão mesmo. As vezes me vem uma vontade de chutar o balde para certas coisas, agir em meu próprio benefício apenas. Danem-se os outros. Mas me falta coragem. Sempre concluo que, um dia, o que está errado virá à tona e se concertará por ordem natural. E que seu eu fizer algo fora da minha própria moral, vou me arrepender. São resquícios dessa cultura católica que faz a gente sentir culpa de tudo, de achar que temos que ser bons e generosos com os outros em qualquer circunstância.
A questão é que o mundo é um caos. Uns sobrevivem por sorte. Outros, por malandragem. É preciso apostar em um dos dois caminhos. Não é preciso ser bom, ou mal, para realizar ou conquistar certas coisas. basta ser inteligente. Cada um com a sua verdade.
Michelle Wendling
Dormi mal para caramba esta noite, com caraminholas na cabeça. E quando o sol raiou, estava querendo fazer as pazes com o travesseiro. Matei a academia e levantei depois das 8, atrasada, mal humorada e com cara de derrotada o suficiente para ter certeza de que o dia ainda promete! Para ter uma idéia, meu humor hoje chegou facilmente a picos de 8 pontos na escala Richter (considerando que 9 pontos podem causar um Tsunami...). Affffffffff...
Indo para Eldorado city, um pentelho de sinaleira resolve “limpar” meu vidro. Posso afirmar veementemente que ele ESTAVA limpo antes da figurinha aparecer. Com essa carinha de “moça legal” que eu tenho, é lógico que o piá não deu nem bola para a minha tentativa de dizer “Não, Obrigada”, e lá foi ele com aquele pano encardido há mais de década lambuzar meu pára-brisa. “Ok”, pensei. “Sou altruísta o suficiente para não dar importância o fato. Fica aí perdendo o teu tempo por que não vai rolar moedinha não, guri”. Foi o que fiz, convicta que sou! Liguei o FODA-SE e parti quando a sinaleira abriu, mas antes tive que ligar o limpador de pára-brisa, pois depois da “boa ação” do moleque, meu grau de miopia aumentou vertiginosamente.
Enfim, cheguei ao fantástico mundo de Michael com aquela cara de sono e poucos amigos. Tinha uma encomenda para mim na recepção. Fui buscar. A sorte é que o colega de SP avisou o que tinha dentro da caixa, porque naquela montoeira de papel picado (neurose do japa com medo de quebrar um troféu de cobre maciço), eu parecia criança na piscina de bolinhas catando a Barbie perdida. Mas o que me interessava mesmo não era o tal troféu ganho pelo cliente (mais um para juntar pó na recepção), mas sim o presentinho que a chefinha trouxe da Tailândia!
“Que fofo! Obrigada”, respondi em um email com a educação que a minha mami me deu. Mas não foi suficiente: tive que passar o óleo de peroba na cara e perguntar para que servia a “lembrancinha” (veja foto ao lado). Afinal, um potinho do tamanho de uma moeda de 1 real, com uma meleca verde dentro e com o maior cheirão de Gelol, não devia ser o que estava parecendo. No alto da minha finesse, continuei no email: “O potinho com cheirinho de menta seria um brilho labial?” Já dizia a música Eduardo e Mônica, “ela estudava alemão (leia-se Tailandês, neste caso), e eu ainda nas aulinhas de inglês”. Sim, a pessoa manda um presente pra lá de esquisito, em uma língua que eu nem sabia que existia, e ainda tenho que advinhar para que serve. Mas a resposta não demorou a chegar: “Meninas, antes que vocês façam uso errado, o potinho contém um balm milagroso, segundo os habitantes locais. Ele serve para picadas, alergias, espinhas, ou seja, é o bombril dos cremes.”. Ahhhhhhhhhhhh bom! Agora saquei, não era Gelol, era Minâncora!
Michelle Wendling
Chegando na Dell hoje, depois de um certo "stress básico" no trânsito, escuto uma música legal. Gosto muito mesmo! É do Nei Lisboa, mas a versão que ouvi era do Caetano.
"O quê que eu vou fazer pra te esquecer
Sempre que já nem me lembro
Lembras pra mim
Cada sonho teu me abraça ao acordar
Como um anjo lindo
Mais leve que o ar
Tão doce de olhar
Que nem um adeus pode apagar.
O quê que eu vou fazer pra te deixar
Sempre que eu apresso o passo
Passas por mim
E um silêncio teu me pede pra voltar
Ao te ver seguindoMais leve que o ar
Tão doce de olhar
Que nem um adeus pode apagar.
O quê que eu vou fazer pra te lembrar
Como tantos que eu conheço
E esqueço de amar
Em que espelho teu
Sou eu que vou estar
A te ver sorrindo
Mais leve que o ar
Tão doce de olhar
Que nem um adeus pode apagar."
Michelle Wendling
Brasileiro é foda! Tem horas que amamos ser brasileiros, nos orgulhamos da nossa união quando tragédias como a de Santa Catarina acontecem. Até presidiários abrem mão de um dia de alimentação para ajudar o estado. :-S
Agora, tem horas que a minha vontade é jogar uma bomba neste país. Pô, por que tem tanta gente malandra aqui??????????? Alguém explica isso????
Todo mundo no congestionamento, e sempre tem aqueles dois ou três que passam pelo acostamento ou pelo corredor de ônibus como se fossem melhores do que os demais, como se a pressa deles fosse maior! Vão pro inferno, meu !!!!!!!!!!!!!!!!!! Sério, nestas horas perco completamente meu senso humanista e fico torcendo para que dêem com a cara no poste!
Michelle Wendling

Mais um filho que nasce!
Este deeeeeeeeeu trabalho, mas ficou show! É nessas horas que tenho certeza de que vale a pena estar aqui...
Michelle Wendling
"Eu não tenho tempo de ter... O tempo livre de ser...
De nada ter que fazer...
É quando eu me encontro perdido nas coisas que eu criei...
E eu não sei...
Eu não vejo, além da fumaça, o amor e as coisas livres, coloridas
Nada poluídas!" (Paralamas do Sucesso)
Vontade de sair correndo desta sala de tons "cinza nublado"...
Vontade de ignorar que preciso terminar este artigo chato sobre Value-added Resellers, que conseguiu aterrissar na minha mesa (digo, no meu Outlook) na versão “Português de Portugal” e que, as usual, é “urgente” (mas que o chefinho já sabia DESDE JULHO e "esqueceu" de encaminhar)....
Vontade de jogar o sapato longe e ir andando, a pé mesmo, pela ponte na qual passo todos os dias mas pouco admiro a paisagem. É legal ver no fim da tarde quando o sol já está baixando...
Vontade de atracar em uma rede qualquer, sentindo a brisa do fim do dia, e ficar lendo um livro que faz meses que abandonei, ou uma revista dessas de fofoca...
Ai ai... as vezes até que eu queria ter vida de dondoca...
Vontade de sair correndo desta sala de tons "cinza nublado"...
Vontade de ignorar que preciso terminar este artigo chato sobre Value-added Resellers, que conseguiu aterrissar na minha mesa (digo, no meu Outlook) na versão “Português de Portugal” e que, as usual, é “urgente” (mas que o chefinho já sabia DESDE JULHO e "esqueceu" de encaminhar)....
Vontade de jogar o sapato longe e ir andando, a pé mesmo, pela ponte na qual passo todos os dias mas pouco admiro a paisagem. É legal ver no fim da tarde quando o sol já está baixando...
Vontade de atracar em uma rede qualquer, sentindo a brisa do fim do dia, e ficar lendo um livro que faz meses que abandonei, ou uma revista dessas de fofoca...
Ai ai... as vezes até que eu queria ter vida de dondoca...
Michelle Wendling
Michelle Wendling
Cansei de ser boazinha... Definitivamente, a questão não é o dinheiro. Mas que o título deste livro é uma sentença verdadeira, é! Mas tudo bem, um dia eu vou aprender. Se eu enriquecer, já sabem! É porque terei aprendido a lição...
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Perplexa... É a palavra que melhor define minha reação a ver que tem pessoas que SÓ apostam na mentira para resolver as coisas. Colocam lágrimas em olhos secos com a cara de pau de quem realmente vive a sua própria mentira... Minha satisfação é saber, que no fundinho, todos sabem, inclusive ela...HAHAHAHAHA (risadinha maligna)
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'Cause you can't come back Once you're lying in the broken glass And I hope, you get to hear me say Who gets the last laugh now? (Lies!) Living in a fantasy (Lies!) Don't even know reality (Lies!) When you start talking, I start walking (Lies! Lies! Lies!) Don't even wanna know the truth (Lies!) The devil has his eye on you, girl When you start talking, I start walking (Lies! Lies! Lies!)
Michelle Wendling
"Deixamos pra depois uma conversa amiga
Que fosse para o bem, que fosse uma saída
Deixamos pra depois a troca de carinho
Deixamos que a rotina fosse nosso caminho
Deixamos pra depois a busca de abrigo
Deixamos de nos ver fazendo algum sentido
Amanhã ou depois, tanto faz se depois
For nunca mais... nunca mais..."
*******
SE... Se... se...
Tudo sempre poderia ser diferente SE...
Tudo pode ser diferente SE VOCÊ quiser que seja.
Amiga querida, vai lá e faz... A vida possibilita inúmeros caminhos. Mas o melhor deles é o que a gente constrói... não o que apenas nos resta.
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"... Quero não ter nenhuma condescendência com o tédio, não ser forçada a aceitá-lo na minha rotina como um inquilino inevitável. A cada manhã, exijo ao menos a expectativa de uma surpresa, quer ela aconteça ou não. Expectativa, por si só, já é um entusiasmo. Quero que o fato de ter uma vida prática e sensata não me roube o direito ao desatino. Que eu nunca aceite a idéia de que a maturidade exige um certo conformismo. Que eu não tenha medo nem vergonha de ainda desejar. Queria não me sentir tão responsável sobre o que acontece ao meu redor. Compreender e aceitar que não tenho controle nenhum sobre as emoções dos outros, sobre suas escolhas, sobre as coisas que dão errado e também sobre as que dão certo. Me permitir ser um pouco insignificante. E na minha insignificância, poder acordar um dia mais tarde sem dar explicação, conversar com estranhos, me divertir fazendo coisas que nunca imaginei, deixar de ser tão misteriosa pra mim mesma, me conectar com as minhas outras possibilidades de existir. O que eu quero mais? Me escutar e obedecer o meu lado mais transgressor, menos comportadinho, menos refém de reuniões familiares, marido, filhos, bolos de aniversário e despertadores na segunda-feira de manhã. E também quero mais tempo livre. E mais abraços." Martha Medeiros
Michelle Wendling
Dizem que o melhor lugar do mundo é sempre a casa da gente... Será? Acho que o melhor lugar do um mundo é estar onde queremos estar... não necessariamente a nossa casa. Para uma pessoinha como eu, que adora viajar, sair, passear (e demais verbos de ação), a casa é onde eu sempre espero encontrar paz.
Por isso, ando com uma vontade louca de arrumar as coisas, investir no meu cantinho e finalizar o que ainda não foi terminado... Ando tão empolgada em ajeitar tudo do jeito que eu quero, escolher cada objeto, colocar no lugar e curtir...
Quero que dentro da minha casa tudo seja do modo que eu idealizei, pois fora dela, tenho que saber lidar com coisas que gostariam que fossem diferentes.
Et Voilá!
Michelle Wendling
"Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!"
Mario Quintana
*****
Mistura de ansiedade e excitação. Faltavam pouquinhas horas para o momento mais esperado do dia, programado desde o início d
a semana.
Saio correndo do trabalho, mas o trânsito não ajuda.... Mas quem se importa, é horário de Verão. É dia...
Enfim, estamos na Feira do Livro!!! Oba!
Coisa boa fazer um programa light e cultural no fim do dia. Incrível como um passeio sem compromisso, sem horário, sem roteiro pode trazer um pouquinho de paz. Isso, pra mim, é felicidade. É aquele momento simples e íntimo que a gente idealiza estar do lado de alguém especial, que faz a gente se desligar do “caos urbano” por uns minutinhos... Até o prato light de salada tem outro sabor... torna-se um banquete! Adorei!
Livros? Ah, sim...
Obs.: O Poeminha do Contra aí de cima é para mandar para a puta que pariu aqueles pensamentos tolos que teimam em se fazer presente... Xôoooooooo!
Michelle Wendling
Tatuagem do colega do Pós:
"Cabem muitas coisas em uma vida..."
Ainda bem!
Michelle Wendling
Viver é escolher a cada dia em que brinquedo radical vamos andar. Adorooooooo!!!!
Diálogo com amiga que terminou um noivado há 20 dias do casamento:
Eu: “Guria, a tua vida é uma montanha russa. Quando eu acho que terminou de vez, aparece de casamento marcado. Quando acho que vai casar, anuncia que mudou de idéia!”.
Ela: “Pois é. Minha vida é uma montanha-russa. E eu estou muito feliz.”
Conclusão: lutar pelo que se acredita até o último minuto, mas sem perder a coragem para admitir quando o fim chegou... A vista do topo da montanha-russa é linda!!!!
Michelle Wendling
Eu, que falei de dança na descrição do blog, não poderia deixar de reproduzir aqui alguns trechos de uma carta escrita pela atriz Fernanda Torres ( Dança da Morte ) na ocasião do falecimento do seu pai, Fernando Torres. Descobri o texto no blog da Marta Medeiros. É quase um relato dos 20 anos que antecederam a morte do ator e diretor teatral, no que ela se refere como a dança da sua morte. Mas o incrível mesmo é que, ao ler a carta, a gente sente um sopro de vida... uma sensação de que o ciclo todo foi cumprido à exatidão, com todas as felicidades, realizações e amarguras que compoem a trajetória de um ser humano. A felicidade plena não existe. O grande barato é justamente buscá-la à exaustão e acreditar sempre que é possível ser mais feliz. E é essa a sensação que quero ter quando tudo chegar ao fim...
Abaixo, a parte final do texto da Fernanda:
"Em 1986 meu pai sofreu um primeiro derrame, não detectado, durante a representação da tragédia grega Fedra. Ele esqueceu o texto em cena e, como a neurologia ainda engatinhava, levamos anos para entender que não era um problema psíquico, mas físico, o início de sua dança da morte, que levou vinte anos para acontecer.
Meu pai é um mistério tão grande para mim que fica difícil falar dele numa crônica. Mas, como estou chegando à conclusão de que todo pai é um mistério para os filhos, ao contrário das mães, que são desabridas, arrisco aqui um modesto perfil.
Dono de um humor cortante, que seria cômico se não fosse sério, doce e sádico, careta e maluco, velho e criança, meu pai foi produtor, diretor e ator, um homem dedicado a todas as facetas do teatro. Teve coragem de largar a medicina, enfrentando o pai médico e político dos tempos da política do café-com-leite, para fazer parte dessa profissão etérea. Dizem que o estalo se deu no trote da faculdade, quando em plena Cinelândia ele gritou: 'Fiat Lux!'. E as luzes da praça se acenderam numa sincronicidade cósmica. Foi ali, logo de cara, que perdemos um médico e ganhamos um diretor. Devo a ele toda a minha curiosidade científica, devo a ele dizer o que penso, devo a ele o cinema, a infância, Veneza, Machu Picchu, Buenos Aires e as montanhas russas. Devo ao meu pai tudo o que sou que não é ser atriz, e certamente devo ao meu pai a promessa de alguma serenidade diante da velhice e da morte.
Como ele adoeceu há muito tempo, as lembranças do homem de teatro, do pai jovem e doidão, do barbudo enraivecido pela censura de Calabar se misturam fortemente com as do Fernando de saúde frágil com quem convivi nos últimos tempos. É muito difícil para um filho lidar com a doença de seu pai. Por isso, gostaria de agradecer às muitas pessoas que nos ajudaram nesse período, em especial à Roberta, sua fisioterapeuta, aos enfermeiros Jorge e Cristiano e, acima de todos, à doutora Lúcia Braga, do Hospital Sarah Kubitscheck, que deu ao meu pai cinco, seis, dez anos a mais de vida, libertando-o dos especialistas em doenças, cortando catorze medicamentos e colocando no lugar o teatro, os barcos, o pingue-pongue e a vida; e à doutora Claudia Burlá, geriatra, especialização cuja profundidade só fui entender na noite em que meu pai morreu, em casa, conosco em torno dele, e com ela. Sem tubos, sem CTIs, sem prolongadores artificiais de respiração ou batimentos cardíacos. Foi ela que mandou chamar a mim e ao meu irmão, foi ela quem nos ajudou. A morte do meu pai foi uma experiência tão caseira, humana, pacífica e acolhedora, apesar do sofrimento e da dor, que me fez por alguns segundos achar que esse absurdo que é a morte, afinal de contas, pode fazer parte da vida.
Um salva de palmas para ele. Foi um guerreiro discreto, forte e corajoso. Espero conseguir ser assim quando chegar a hora de eu dançar a minha Dança dos Boiardos. "
(Fernanda Torres)
Michelle Wendling
Tirar para fora tudo o que está guardardo... sem interrupções...
COMING SOON...



