Michelle Wendling
Tatuagem do colega do Pós: "Cabem muitas coisas em uma vida..." Ainda bem!
Michelle Wendling
Viver é escolher a cada dia em que brinquedo radical vamos andar. Adorooooooo!!!!
Diálogo com amiga que terminou um noivado há 20 dias do casamento: Eu: “Guria, a tua vida é uma montanha russa. Quando eu acho que terminou de vez, aparece de casamento marcado. Quando acho que vai casar, anuncia que mudou de idéia!”. Ela: “Pois é. Minha vida é uma montanha-russa. E eu estou muito feliz.”
Conclusão: lutar pelo que se acredita até o último minuto, mas sem perder a coragem para admitir quando o fim chegou... A vista do topo da montanha-russa é linda!!!!
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Michelle Wendling
Eu, que falei de dança na descrição do blog, não poderia deixar de reproduzir aqui alguns trechos de uma carta escrita pela atriz Fernanda Torres ( Dança da Morte ) na ocasião do falecimento do seu pai, Fernando Torres. Descobri o texto no blog da Marta Medeiros. É quase um relato dos 20 anos que antecederam a morte do ator e diretor teatral, no que ela se refere como a dança da sua morte. Mas o incrível mesmo é que, ao ler a carta, a gente sente um sopro de vida... uma sensação de que o ciclo todo foi cumprido à exatidão, com todas as felicidades, realizações e amarguras que compoem a trajetória de um ser humano. A felicidade plena não existe. O grande barato é justamente buscá-la à exaustão e acreditar sempre que é possível ser mais feliz. E é essa a sensação que quero ter quando tudo chegar ao fim... Abaixo, a parte final do texto da Fernanda: "Em 1986 meu pai sofreu um primeiro derrame, não detectado, durante a representação da tragédia grega Fedra. Ele esqueceu o texto em cena e, como a neurologia ainda engatinhava, levamos anos para entender que não era um problema psíquico, mas físico, o início de sua dança da morte, que levou vinte anos para acontecer. Meu pai é um mistério tão grande para mim que fica difícil falar dele numa crônica. Mas, como estou chegando à conclusão de que todo pai é um mistério para os filhos, ao contrário das mães, que são desabridas, arrisco aqui um modesto perfil. Dono de um humor cortante, que seria cômico se não fosse sério, doce e sádico, careta e maluco, velho e criança, meu pai foi produtor, diretor e ator, um homem dedicado a todas as facetas do teatro. Teve coragem de largar a medicina, enfrentando o pai médico e político dos tempos da política do café-com-leite, para fazer parte dessa profissão etérea. Dizem que o estalo se deu no trote da faculdade, quando em plena Cinelândia ele gritou: 'Fiat Lux!'. E as luzes da praça se acenderam numa sincronicidade cósmica. Foi ali, logo de cara, que perdemos um médico e ganhamos um diretor. Devo a ele toda a minha curiosidade científica, devo a ele dizer o que penso, devo a ele o cinema, a infância, Veneza, Machu Picchu, Buenos Aires e as montanhas russas. Devo ao meu pai tudo o que sou que não é ser atriz, e certamente devo ao meu pai a promessa de alguma serenidade diante da velhice e da morte. Como ele adoeceu há muito tempo, as lembranças do homem de teatro, do pai jovem e doidão, do barbudo enraivecido pela censura de Calabar se misturam fortemente com as do Fernando de saúde frágil com quem convivi nos últimos tempos. É muito difícil para um filho lidar com a doença de seu pai. Por isso, gostaria de agradecer às muitas pessoas que nos ajudaram nesse período, em especial à Roberta, sua fisioterapeuta, aos enfermeiros Jorge e Cristiano e, acima de todos, à doutora Lúcia Braga, do Hospital Sarah Kubitscheck, que deu ao meu pai cinco, seis, dez anos a mais de vida, libertando-o dos especialistas em doenças, cortando catorze medicamentos e colocando no lugar o teatro, os barcos, o pingue-pongue e a vida; e à doutora Claudia Burlá, geriatra, especialização cuja profundidade só fui entender na noite em que meu pai morreu, em casa, conosco em torno dele, e com ela. Sem tubos, sem CTIs, sem prolongadores artificiais de respiração ou batimentos cardíacos. Foi ela que mandou chamar a mim e ao meu irmão, foi ela quem nos ajudou. A morte do meu pai foi uma experiência tão caseira, humana, pacífica e acolhedora, apesar do sofrimento e da dor, que me fez por alguns segundos achar que esse absurdo que é a morte, afinal de contas, pode fazer parte da vida. Um salva de palmas para ele. Foi um guerreiro discreto, forte e corajoso. Espero conseguir ser assim quando chegar a hora de eu dançar a minha Dança dos Boiardos. " (Fernanda Torres)
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Michelle Wendling
Tirar para fora tudo o que está guardardo... sem interrupções...
COMING SOON...
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