Michelle Wendling
STF derruba a necessidade de diploma para ser jornalista O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem, por oito votos a um, que é inconstitucional a obrigatoriedade do diploma de nível superior específico para o exercício da profissão de jornalista. O voto de Gilmar Mendes, relator e presidente do Supremo, foi de que é dispensável o diploma para garantir o exercício pleno das liberdades de expressão e de informação. O voto de Mendes foi seguido pelos demais ministros presentes, menos por Marco Aurélio Mello.
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Tomara que um jornalista sem diploma atropele esse Gilmar e os outros que votaram a favor desta palhaçada! Não falo por mim, porque sou formada em jornalismo, mas porque me envergonha fazer parte de um país que fala que precisa investir em educação para crescer como nação, enquanto toma atitudes que só a desvalorizam.
Essa turma é um bando de imbecis, que não sabem sequer defender sua posição! Falam em liberdade de expressão para sustentar seu ponto de vista, mas ninguém precisa ser jornalista ou exercer a profissão para dizer o que pensa. Blog, Twitter, Orkut e diabo existem pra quê? Qualquer um hoje fala o que quer, tem meios acessíveis para isso, e assim temos a tal liberdade almejada.
Agora, fazer uma reportagem, ou se responsabilizar pela imagem pública de uma empresa, não é uma questão de liberdade de expressão. É uma questão profissional, como qualquer outra, que exige preparação, responsabilidade e, acima de tudo, credibilidade. Eu não leio jornal para saber o que o jornalista está pensando!!!!!! Pelo contrário! Jornais extremamente partidário costumam ser criticados justamente por isso, por só mostrar o lado que lhe interessa. As pessoas querem, e precisam, ser bem informadas, e existem técnicas de comunicação para isso, que certamente este ignorante desse Gilmar desconhece.
É uma pena que o estudo e a especialização profissional não sejam valorizados por muitos. O ensino, de um modo geral, é falho no Brasil sim. Mas eu continuo acreditando que o conhecimento nunca é ruim, nunca é demais, muito menos é insconstitucional.
Michelle Wendling
Perder meio quilo em três dias: não tem preço.
Dar uma encontadinha num carro mal estacionado na saída da academia: R$ 510
:-(
Michelle Wendling
Putz, acabei de ler o último post da Carlinha e lembrei que preciso escrever sobre o assunto também. Na verdade, eu vi o filme Divã - baseado no texto da Martha Medeiros - este domingo, e saí da sala com a idéia de escrever sobre o assunto.
Como uma baita mulherzinha que sou, demorei uma meia hora para estancar as lágrimas depois da sessão. O filme é simples, óbvio e recheado de atores globais que estão todos os dias na tela, mas a mensagem é direta, cortante... para todos nós. Mostra que não existe muito certo e errado no que se sente e que a vida não é um roteiro pronto. Um dia é uma coisa, e no outro, outra. Simples assim, sem muita lógica ou explicação. Quase cruel...
Por outro lado, instiga a reflexão sobre o "pensar na própria vida". Eu, de tanto pensar na minha e perceber que não posso controlar tudo o que sinto, já fiquei doidinha. E, sim, estou fazendo a tal terapia.
Cheguei na primeira sessão há pouco mais de seis meses com a sensação de não teria coragem de falar sobre meus sentimentos à psicóloga, assim como a personagem da Lilia Cabral. Puro engano, deixei a mulher quase louca em menos de 1 hora. E, ao contrário do que a maioria pensa, a terapeuta não dá conselhos, não diz que você está certa ou errada e, pior, ela não diz que os outros estão errados ao lidar com você. Nem mesmo coloca a culpa da sua dor na infãncia reprimida ou na mãe. Quem diz isso tudo é você.
Algumas das passagens do filme mostram bem essa relação entre paciente e psicólogo. A mulher entra na sala e, ela mesma, faz a perguntas e as responde. O terapeuta aparece apenas de costas, sem rosto, sem história, sem sentimentos. Ele não se envolve. É apenas uma ferramenta que te obriga a percorrer o próprio caminho. Confesso que, meio ano depois de começar a frequentar a terapia, pouco do que eu conclui pode ser entendido como uma grande novidade para mim. Estava tudo lá, mas estava tudo embolado, fora de lugar, sem sentido. Basicamente, comecei a organizar as emoções e perceber que o meu maior medo vinha de mim mesma, não dos outros. Você aprende a assumir certos pensamentos, mesmo os que não são os mais nobres, e a não temê-los. Aprende só a lidar com eles. Parece pouco, mas faz toda a diferença.
É uma espécie de "hora da verdade" com você mesmo. Talvez um dos raros momentos em que você olha nos olhos de alguém e fala exatamente o que quer falar, o que pensa, o que sente... com a certeza de que ninguém se magoou, se ofendeu ou reagiu de forma negativa. É simplesmente um alívio para quem vive num mundo de papéis incorporados que nos engessam em nossa própria realidade.