Michelle Wendling
Putz, acabei de ler o último post da Carlinha e lembrei que preciso escrever sobre o assunto também. Na verdade, eu vi o filme Divã - baseado no texto da Martha Medeiros - este domingo, e saí da sala com a idéia de escrever sobre o assunto.
Como uma baita mulherzinha que sou, demorei uma meia hora para estancar as lágrimas depois da sessão. O filme é simples, óbvio e recheado de atores globais que estão todos os dias na tela, mas a mensagem é direta, cortante... para todos nós. Mostra que não existe muito certo e errado no que se sente e que a vida não é um roteiro pronto. Um dia é uma coisa, e no outro, outra. Simples assim, sem muita lógica ou explicação. Quase cruel...Por outro lado, instiga a reflexão sobre o "pensar na própria vida". Eu, de tanto pensar na minha e perceber que não posso controlar tudo o que sinto, já fiquei doidinha. E, sim, estou fazendo a tal terapia.
Cheguei na primeira sessão há pouco mais de seis meses com a sensação de não teria coragem de falar sobre meus sentimentos à psicóloga, assim como a personagem da Lilia Cabral. Puro engano, deixei a mulher quase louca em menos de 1 hora. E, ao contrário do que a maioria pensa, a terapeuta não dá conselhos, não diz que você está certa ou errada e, pior, ela não diz que os outros estão errados ao lidar com você. Nem mesmo coloca a culpa da sua dor na infãncia reprimida ou na mãe. Quem diz isso tudo é você. Algumas das passagens do filme mostram bem essa relação entre paciente e psicólogo. A mulher entra na sala e, ela mesma, faz a perguntas e as responde. O terapeuta aparece apenas de costas, sem rosto, sem história, sem sentimentos. Ele não se envolve. É apenas uma ferramenta que te obriga a percorrer o próprio caminho. Confesso que, meio ano depois de começar a frequentar a terapia, pouco do que eu conclui pode ser entendido como uma grande novidade para mim. Estava tudo lá, mas estava tudo embolado, fora de lugar, sem sentido. Basicamente, comecei a organizar as emoções e perceber que o meu maior medo vinha de mim mesma, não dos outros. Você aprende a assumir certos pensamentos, mesmo os que não são os mais nobres, e a não temê-los. Aprende só a lidar com eles. Parece pouco, mas faz toda a diferença.
É uma espécie de "hora da verdade" com você mesmo. Talvez um dos raros momentos em que você olha nos olhos de alguém e fala exatamente o que quer falar, o que pensa, o que sente... com a certeza de que ninguém se magoou, se ofendeu ou reagiu de forma negativa. É simplesmente um alívio para quem vive num mundo de papéis incorporados que nos engessam em nossa própria realidade.
Michelle Wendling
"27º outuno....e em breve mais uma primavera! Fazer aniversário é assim mesmo....perdemos um pouco de nós, do nosso tempo...que vai passando...e ganhamos novos ramos, folhas..e a beleza das flores..."
Um grande amigo me disse isso hoje. É bem isso.
Minha crise dos 30 chegaram antes e sei que um grande ciclo da minha vida se encerrou aos 26. É difícil perceber que o mundo ensolarado em que eu vivi todos estes anos morreu dentro de mim.
As folhas secaram e caíram, ficaram monocromáticas.
Enfim, a vida adulta bateu à porta e eu deixei ela entrar.
Mas estou feliz!!! E pronta para curtir as delícias das próximas estações...
Michelle Wendling
Muito do que eu faço
Não penso, me lanço sem compromisso.
Vou no meu compasso
Danço, não canso, a ninguém cobiço.
Tudo o que eu te peço
É por tudo que fiz e sei que mereço
Posso, e te confesso.
Você não sabe da missa um terço
Tanto choro e pranto
A vida dando na cara
Não ofereço a face nem sorriso amarelo
Dentro do meu peito uma vontade bigorna
Um desejo martelo
(Lenine)
Michelle Wendling
Juro, perante todos que por ventura passem por este blog, que eu NUNCA MAIS faço assinatura de revista nenhuma, de nenhuma editora, pelo resto da minha vida! Amém!!!!
Sério, este país é uma piada de péssimo gosto!!!! Terra de ninguém!!! O que é isso????????
A pessoa aqui está há DOIS MESES ligando e mandando emails semanais para a EDITORA ABRIL para cancelar uma porcaria de revista (renovada automática por 2 ANOS sem o meu consentimento), e a resposta eletrônica que ela SEMPRE recebe qual é?
"Cara Michelle,
Esclarecemos que sua solicitação foi direcionada ao departamento específico para que as devidas providências possam ser tomadas.
Por esse motivo, você receberá uma resposta em breve. Permanecemos à sua disposição."
Já que a resposta em breve nunca chega, a pessoa desocupada aqui resolve ligar para o 0800. Fudeu!!!!!
Liguei uma vez: passei por mil pessoas até chegar a alguém disposto a cancelar a minha assinatura (sim, no Brasil, o atendente e a empresa tem que acordar de boa vontade para trabalhar e fazer o que o cliente pede). Tudo parece resolvido, até...
1º débito no cartão de crédito de uma assinatura aparentemente cancelada: 17,06 reais! Merreca, eu sei, mas é meu e eu faço o que quero com o dinheiro. E o que eu quero fazer não corresponde com comprar esta revista!!!!!
Liguei pela segunda vez: expliquei toda a situação e, again, o atendente disse que cancelou. A burra fez de conta que acreditou.... Mas, com a pulga atrás da orelha, consultou o SAC Online da ilustríssma editora, e lá constava a assinatura como renovada.
Liguei pela terceira vez, totalmente fora da minha habitual paciência. A atendente de "Renovação" atendeu e eu só falei: CANCELAMENTO, POR FAVOR. Ahhhhhhhhhhhhhhh, a palavra mágica foi dita!!!!!! (e não era o "por favor", pasmem). A partir de então, começou a prova de resistência do Big Brother da minha vida real... Forneça nome completo, data de nascimento e CPF... forneça agora endereço, bairro, CEP... e agora email, revista que quer cancelar... só um minuto por favor... ahhh, falta o código do assinante!!! Tudo bem, já decorei TODOS estes dados e despejei em cima da criatura.... "Ok, senhora, aqui no seu cadastro consta que sua assinatura foi renovada por 2 anos"....
ESTA PORRA DE CADASTRO NÃO MOSTRA QUE QUE CANCELEI ESTA PORCARIA DE REVISTA POR DUAS VEZES, NÃO?????????????????
Pronto, daí vem a pérola do "serviço de atendimento ao consumidor": "a senhora não precisa menosprezar a nossa empresa, que é muito idônea"
O QUE???????????? VOCÊS LERAM ISTO?????????????????? É o cão me mandando passear!!!!
Mas calma, tem mais!!! "efetivado o cancelamento", a pessoinha, ligada nas novas regras de call center, pede o número de protocolo do atendimento, para confirmar o cancelamento (caso precise posteriormente... sabe como é, né!). Eis a resposta: "a editora Abril não participa das novas regras".
VOCÊS OUVIRAM ISSO DE NOVO??????????? Existe lei, mas eu cumpro se eu quiser???
Desisti. Caso não estornem meus míseros 17,06 reais em 5 dias úteis (prazo informado pela execelentíssima editora Abril, que deveria se chamar Editora 29 de Fevereiro), vou ao Procon. Vou gastar mais indo até lá e formalizando o processo, mas não vou deixar meus 17,06 com eles. Ahhhhhhhhh, não vou mesmoooooooooooooooooooooooooo!
Não é a toa que Abril rima com PQP!!!